Os dois furacões (Furacão Maria e Irma) que atingiram as ilhas do Caribe atrasaram o serviço de manutenção de cabos submarinos como o da Telecom Italia Sparkle, prejudicando a conexão com o Brasil.

Provedores brasileiros de internet estão registrando quedas significativas na velocidade de suas redes ao conectar com servidores no exterior. Estas dificuldades estão vinculadas ao furacão Maria, que destruiu inúmeras ilhas do Caribe, principalmente Porto Rico e Saint Croix, rota da maioria dos cabos submarinos internacionais que se conectam com a América do Sul.

Esta lentidão se deve ao fato de que, embora os cabos submarinos estejam projetados para enfrentar qualquer tipo de vento, para funcionar, eles precisam da intervenção humana nos Pops e nas land stations e essas ilhas foram evacuadas e, em muitos lugares, a mão de obra ainda não conseguiu retornar, deixando os sistemas sem manutenção mais tempo do que o previsto.

Uma das redes mais afetadas, porque um de seus Pops (Ponto de presença) está justamente na ilha de Saint Croix, que foi devastada pelos dois furacões – o Irma e agora o Maria -, é a da Telecom Italia Sparkle, que também está presente no Rio de Janeiro e em Fortaleza.

Conforme relato de alguns analistas de telecomunicações estima-se que exista de 60% a 70% de perda de pacotes de quem sai pelo Rio de Janeiro através da rede da Sparkle. A empresa confirma que precisou tomar medidas urgentes devido ao furacão Maria.

“O furacão Maria, de categoria 5, impactou Porto Rico causando severos danos e enchentes na ilha. Tivemos que ‘desenergizar’ nosso nó na estação para evitar danos mais sérios aos equipamentos. Essa situação provocou a saturação de nosso tráfego IP que afeta nossa rota internacional em direção ao Brasil”, informou a empresa. Também a Highwinds, que revende capacidade do Sparkle, confirmou o problema.

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