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Termina hoje em Cartagena, na Colômbia, o 5º Congresso Latino-americano de Telecomunicações. A conclusão a que se chegou ao fim do painel de abertura foi que os países da América Latina precisam adotar políticas públicas para impulsionar a implantação de redes de banda larga e digitalizar a economia. Para que isso ocorra é necessário um esforço conjunto entre governos, agências reguladoras e empresas e isso não sairá muito barato, o investimento seria em torno de US$ 300 bilhões para universalizar a banda larga.

Para Pablo Bello, diretor executivo da Asiet, a proposta do governo colombiano de alcançar uma velocidade média de banda larga de 25 Mbps até 2019 é positiva, mas é fundamental reduzir o abismo digital do que pensar em políticas que digam respeito apenas à velocidade. Segundo Pablo, ainda que o número os US$ 300 bilhões pareça alto, não é irrealizável.

Sebastián Cabello, diretor da GSMA Latin America, lembrou que as operadoras já investiram na América Latina, juntas, US$ 255 bilhões apenas no ano de 2015. Este valor equivale a 5% do PIB da região. O executivo espera que esse montante seja atingido até o ano de 2020.

Já Fran González, analista da empresa de pesquisa de mercado Analysys Mason, informou que a transição do mercado de voz para dados reduziu a receita das operadoras, que são os grandes investidores em infraestrutura. Ele acredita ser importante que os países da região renovem seus marcos regulatórios de telecomunicações, criando leis que prevejam comunicações convergentes e regulação que não considere apenas as teles, mas também as empresas de conteúdo OTT.

Imagem Final Plenária - Congresso Latino-americano de Telecomunicações

OTT, ou serviços Over-The-Top são aqueles que não usam um canal dedicado — na maioria das vezes, sendo baseado em plataformas multiuso, como computadores, SmartTVs, videogames e celulares. Por causa disso, a qualidade de imagem e áudio destes serviços depende da rede a qual eles estão conectados. Geralmente, os serviços OTT não são fornecidos por meio de servidores de internet, mas sim por outras companhias focadas na produção do conteúdo veiculado. Como não há nenhum custo com infraestrutura, os custos de serviços OTT são ainda mais baixos e, muitas vezes, usa-se um sistema totalmente on-demand.

Conclusões Congresso Latino-americano de Telecomunicações

Ainda que não tenham chegado a um consenso a respeito do formato das políticas públicas entre os participantes do evento, eles concordaram que a região latino-americana precisa rever a estrutura tributária que recai sobre o setor de telecom. A iniciativa privada deve ser a principal fiadora de conectividade e, por isso, as políticas públicas não devem estar acima do espírito empreendedor individual.

Fonte: 5 CLT

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